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São
Bento do Sapucaí - SP

Desde que a Chaminé
dos Coroas, primeira via de escalada na Pedra do Baú em São Bento do
Sapucaí foi aberta, cada vez mais este complexo rochoso atraiu a atenção
dos escaladores e montanhistas. Em 1994, outras paredes começaram a
receber vias e hoje, há um corredor de montanhas e paredes com vias de
tradicionais e esportivas que vai de Campos do Jordão até Itajubá.
Se até a década de 90 éramos poucos conquistadores, hoje são muitos os
que contribuem para o aumento deste patrimônio esportivo, que já soma
mais de 300 rotas catalogadas em duas dúzias de points. Da escalada
artificial ao boulder, aqui se pode encontrar de tudo o que o granito em
suas várias formas pode oferecer. Positivos ou negativos e tetos, face
ou fissuras e chaminés. Quem conhece, sabe. Quem ainda não esteve aqui,
nem imagina o que está perdendo.
O desenvolvimento da região pode ser medido em números. Se há dez anos,
havia meia dúzia de vias na face norte do Bauzinho, este número
duplicou. E a qualidade, ética e estilo das vias se manteve a mesma, o
que é outro fato a ser comemorado. O Seminário de Montanhismo de Mínimo
Impacto no Complexo Pedra do Baú que aconteceu em junho de 2009 teve
papel importante para que os montanhistas engajados nas soluções e numa
forma de montanhismo moderno, pudessem entrar em acordo quanto às
práticas que queremos neste lugar.

Galba Athaíde 4°Vsup
Fabio A. Cascino, Olavo Cardeira e
Michael Wimert. 05.
Primeira via grampeada a esquerda do Bauzinho. Início fácil e primeira
chapeleta cerca de 8 metros do chão.Via totalmente grampeada.
Há um grande diedro de mato a esquerda da via. Rapel com duas cordas de
60m.
Mãetiqueira 5°VIsup
Roberto Pavani, Rodrigo Braga. 09.
Via logo a esquerda da Galba Athaíde.
Após a chaminé da terceira enfiada, há a possibilidade de sair pela
esquerda, ou fazer um lande em VIII ou A1, logo após a chapeleta. Leve
frieds, inclusive grandes, cliffs, estribos. Rapel com duas cordas de
60m.

Se nas paredes do complexo Pedra do Baú, impera a escalada de aventura,
nas falésias a maior parte das vias tem orientação esportiva. Como a
história da região é relativamente nova, as proteções estão em sua
grande maioria em excelente estado, proporcionando segurança ao
escalador. As principais falésias da região continuam sendo a Pedra da
Divisa e a Falésias dos Olhos. A excelente proteção das vias, todas em
parabolts de 10mm é uma das razões para que quem está afins de escalar
rotas acima do nível, se atire parede acima sem preocupação com a
segurança.
Com o crescimento da modalidade do bouldering, escaladores locais como
Leandro Pardal e André Berezoski, descobriram a abriram novos points e
lances de altíssimo grau, inserindo a região no circuito nacional desta
modalidade, até então ofuscada pelo tamanho das grandes paredes.
E falando de escaladores, se tive a “sorte” de aqui chegar em 1989, com
nem uma dezena de rotas abertas na região e com nenhum outro escalador a
menos de 100km, mas muito o que fazer e aproveitar, com linhas
maravilhosas esperando por serem abertas, nos últimos seis anos, foi
grande a vinda de escaladores de todas as partes do Brasil que atraídos
pelo potencial local, elegeram São Bento do Sapucaí para viver. Hoje, há
mais de 40 escaladores morando ou com casa seja alugada ou comprada na
cidade, o que é um grande exemplo de como a escalada pode gerar divisas
econômicas nos lugares que a acolhem.

Falésia do Tião Tino
Leandro “Pardal” Costa e outros (1 a 6) Diogo Marassi (7). 09.
Siga o trajeto para a Ana Chata. Na última bifurcação, siga a esquerda,
em direção ao Restaurante Pedra do Baú. Estacione no restaurante e siga
a trilha que vai até a escada da face norte. Cerca de 15 minutos após o
restaurante, a Falésia do Tião Tino estará a esquerda da trilha.
1
Força Bruta
2
Poseidon
3
Damocles
4
Casa de Boneca
5
Hephaestus (projeto)
6
Tião Tino
7
Zé Aresta.

Novo Manual de Escaladas
Neste mês, foi impressa a 6ª. Edição do Manual de Escaladas da Pedra do
Baú e Sul de Minas Gerais, no qual selecionei o que há de melhor nestas
paredes, mas a cada vez que um novo guia está sendo diagramado e
impresso, também novas vias estão sendo finalizadas. Então, peço que
quem abrir ou souber de novas rotas, encaminhe à mim as informações para
que estas sejam inclusas nas edições futuras. Isso pode ser feito por
e-mail: contato@montanhismus.com.br ou mesmo pessoalmente em minha casa
em São Bento do Sapucaí, onde concentramos as atividades de edição.

MoNa
Vale lembrar que ano passado, o Complexo do Baú e seu entorno foram
decretados Monumento Natural. Segundo Silverio Nery, presidente da CBME,
“o Monumento Natural da Pedra do Baú, será administrado conjuntamente
pela Prefeitura de São Bento do Sapucaí e pela Secretaria Estadual do
Meio Ambiente. Os montanhistas participaram expressivamente do processo
de criação dessa nova UC e o documento final do nosso Seminário foi
entregue oficialmente para os gestores do Monumento Natural, que deverão
adotar esse documento como diretriz para gestão da escalada do Monumento
Natural.”
Portanto a partir de agora, mas não por somente este motivo, as ações
dos montanhistas e seus impactos, estão sendo monitorados, então é
importante que sigamos as normas que serão sugeridas para que possamos
ter com a direção do MoNa, uma relação de parceria em prol da região que
tanto nos atrai.
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