| por Lisete Florenzano, SP
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Morre Sir Edmund Hillary
Hillary (Nova Zelândia) e seu parceiro de
escalada Tenzing Norgay Sherpa (Nepal) foram os primeiros homens a
chegar no cume do Mt. Everest, em 29 de maio de 1953.
Mesmo depois do feito extraordinário, ele continuou a explorar o globo,
incluindo uma jornada trans- Antártica em 1957-58, sendo esta a segunda
vez que alguém alcançou o Pólo Sul desde 1911.
Mas também teve grandes conquistas em outras áreas…. Através da fundação
criada por ele, o Himalayan Trust, foram construídas muitas escolas,
clínicas médicas, pontes, sistemas de captação de água e hospitais, na
região do Nepal onde vivem os sherpas (uma das muitas etnias do país).
“Sir Ed” – como era conhecido popularmente- se descrevia como um
neozelandês qualquer, com habilidades modestas. Mas foi uma figura
heróica, que não apenas conquistou a montanha mais alta do mundo, como
também viveu seus 88 anos com determinação, humildade e generosidade.
Hillary faleceu no dia 11/01/08.
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Garibotti e Haley no Cerro Torre
Rolando Garibotti (Argentina) e Colin Haley
(EUA) completaram a travessia do Cerro Torre, travessia esta muito
discutida e ocasionalmente tentada. Na travessia, os escaladores fizeram
o link entre as agulhas: Aguja Standhardt, Punta Herron, Torre Egger e
Cerro Torre. Em estilo alpino.
Esta
travessia foi visualizada pelos italianos Andrea Sarchi, Maurizio
Giarolli, Elio Orlandi e Ermanno Salvaterra, que a tentaram em várias
ocasiões nos anos 80 e 90.
O quebra-cabeça foi sendo aos poucos solucionado. Em 91, Salvaterra
junto com Adriano Cavallaro y Ferruccio Vidi, conseguiram escalar a
Punta Herron. Depois disso, em 2005, Thomas Huber e Andi Schnarf
completaram a travessia da Standhardt a Torre Egger. Também em 2005,
Garibotti, Salvaterra e Beltrami resolveram a peça que faltava, ao
escalarem o Cerro Torre pela face norte. Com todas as peças juntas,
vários grupos de escaladores tentaram resolver o problema, mas nenhum
havia obtido sucesso.
Para este tipo de escalada, uma boa estratégia deve ser definida… para
maior eficiência, a dupla dividiu as cordadas baseando-se nas suas
diferentes habilidades, com Haley guiando as enfiadas de gelo e
Garibotti guiando em rocha e misto (rocha com gelo). O segundo jumareava
com uma mochila pesada.
Devido às más condições, eles escalaram mais lentamente do que haviam
planejado, e chegaram ao cume do Torre sem comida. A descida foi feita
pela rota Compressor, na face sudoeste, e chegaram no glaciar no
começo da noite.
As dificuldades desta travessia se devem à estratégia e condições
climáticas, e de acordo com Garibotti, ela não envolve graus extremos na
escalada – nunca passando de 5.11 (7a) e A1. Apenas uma das enfiadas é
comprometida.
Garibotti acredita que o futuro do montanhismo na Patagônia esteja mais
na repetição em estilo alpino das longas rotas abertas nos anos 80, do
que nas travessias.
Valeu a dica do “maestro”….
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Bouldering
Lisa Rands escala Mandala (V12). Ela
já havia tentado o boulder na temporada passada, mas conseguiu mandar
este ano, na terceira tentativa após três dias de empenho no problema.
Esse boulder foi escalado pela primeira vez por Chris Sharma, em 2000.
Desde então, Mandala se tornou um dos mais célebres e populares
do mundo. Mas esta é a primeira repetição feminina do problema.
Com 32 anos, Lisa já é um ícone do boulder feminino. E coleciona mais
este feito, em sua brilhante carreira.
Paul Robinson fez a segunda ascensão de Terremer (V15/V16), o
boulder mais difícil de Hueco Tanks, Texas. O suíço Fred Nicole abriu o
Terremer em 2006, unindo dois outros problemas: Diaphanous sea
(V12) e Terre de Sienne (V14). Nicole sugere que o problema seja
um V16, e Robinson parece não discordar. Ele já havia escalado outro
V15, Jade, e comparando os problemas, Terremer tem uma
dificuldade maior.
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34 dias sozinho numa parede
O californiano Dave Turner completou, em
solitário, uma nova rota na face leste do Cerro Escudo, parede situada a
Oeste das Torres del Paine, patagônia chilena.
A via, Taste the Paine, exigiu do escalador 34 dias na parede,
escalando em estilo cápsula (bivaque em portaledge e levando todo o
equipamento consigo), com dificuldade até A4+.
A face leste do Cerro Escudo já contava com uma rota, The Dream
(VII 5.10 A4+), escalada por Chris Breemer, Brad Jarret e Christian
Santelices em 1995. A via era considerada como o big wall mais difícil
do Chile. Mas a nova linha, segundo Turner, é mais direta e inclinada,
além de ser mais longa que The Dream. Ela segue por uma
inclinação negativa por mais de 900m.
Turner, 26, é conhecido por suas escaladas em solitário. Já concluiu
várias vias no El Captain, incluindo as primeiras ascensões solo de
Block Party e Atlantis, em 2005. Já realizou também vários first ascents
na Cordillera Blanca, Peru.
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Piolet d’Or
A organização do prêmio mais prestigiado do
alpinismo, atuante desde 1991, cancela a edição de 2008, devido à falta
de tempo para estabelecer um consenso total em torno de seu novo
regulamento. Nos últimos anos, muitos escaladores de elite se recusaram
a participar do prêmio, alegando que a idéia de escolher a “melhor”
escalada do ano era tão diversa e pessoal quanto o próprio montanhismo.
Atentos a isso, os
organizadores buscaram opiniões para melhorar o critério de premiação. O
resultado é uma substancial mudança no critério e método para a escolha
dos melhores feitos do ano.
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